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Itapecerica da Serra criar PDF versão para impressão enviar por e-mail

Localizado no Sudoeste da Grande São Paulo, na Serra de Paranapiacaba, o município de Itapecerica da Serra caracteriza-se como um dos muitos municípios da Grande São Paulo que podem se encaixar na categoria das cidades dormitório.

Tendo sua origem diretamente relacionada à dinâmica de uma cidade pólo - neste caso São Paulo - dado que condições adversas como altos custos imobiliários, poluição sonora, etc, empurram parte da população para a periferia. Os mais abastados preferem ficar distantes do centro urbano buscando um local bucolicamente agradável. Contam para chegar a seu local de trabalho, bem como os demais itens de lazer que uma grande cidade pode oferecer, com seu automóvel. Ao mesmo tempo, porém, o trabalhador de baixa renda é empurrado, sem escolha, para loteamentos periféricos em busca de aluguéis ou terrenos mais baratos para construir sua casa. Assim se dá, sem grandes diferenças, em quase todas as regiões metropolitanas do Brasil - excetuando a presença na periferia de conjuntos habitacionais luxuosos, como é o caso de Alphaville.Imagem: Itapecerica da Serra no mapa da Grande São Paulo

Isto expõe a condição de vulnerabilidade na qual, dada a falta de planejamento urbano e habitacional, estão sujeitos boa parte dos brasileiros. E Itapecerica da Serra não foge à regra.

O custo da moradia popular em Itapecerica da Serra é decerto mais baixo, mas mascara um custo muito maior para o cidadão: a carência de oportunidades de trabalho, educação, cultura e lazer perto de sua casa. Além disso, o tempo gasto no deslocamento para o trabalho ou para local de estudo, diminui ainda mais qualidade de vida.

Entre 1991 e 2000 cidades como Itapecerica da Serra foram afetadas pelo forte aumento do desemprego, regra em quase todas as regiões metropolitanas brasileiras. As disparidades sociais no município foram intensificadas, como é notável pelo decréscimo da renda per capita em quase 20%.

Como resultado a vulnerabilidade social, nesse mesmo período, também aumentou: em 1991, 19,2% das crianças itapecericanas viviam em famílias que tinham rendimento inferior a meio salário mínimo. Em 2000, esse percentual aumentou em mais de 50%, saltando para 29,9%.

A desigualdade, não obstante a piora da situação da parcela mais da pobre da população, diminuiu graças ao aumento da participação do estrato médio na composição da renda no município. O IDH-M, Índice de Desenvolvimento Humano Municipal, de acordo com os dados do IBGE e PNUD, aumentou quase 5%, chegando a 0,783. O que é possível em vista de uma provável deficiência no cálculo do IDH-M: os dados de desemprego - que aumentou significativamente na Grande São Paulo no período entre 1991-2000 - não compõem o índice.

A carência de oportunidades de trabalho, a distância geográfica do centro cultural e econômico que é São Paulo, os custos do transporte público altos, a falta de linhas metroviárias, de instituições culturais e a própria caracterização do munícipio acabam por tolher a possibilidade do pleno desenvolvimento das potencialidades humanas do cidadão itapecericano. A falta de investimentos públicos e privados, assim como a ausência de planejamento e a indiferença política daqueles que têm fácil acesso à metrópole agravam a situação. O problema, como se vê, é achar alternativas sustentáveis à situação presente.

História

Itapecerica da Serra tem sua origem no aldeamento indígena que, no século XVI, era assistido pelo padre Belchior de Pontes. A população indígena desse núcleo aumentou consideravelmente com a vinda dos índios da aldeia de Carapicuíba, trazidos por Afonso Sardinha. A ação dos padres jesuítas nessa localidade, desde a construção da primeira capela até a eleição de um novo lugar para o qual seriam transferidos a igreja e o povoado, foi decisiva para a formação do lugarejo. Eles foram também responsáveis pela construção da segunda capela, feita de taipa ao pé da colina onde se encontrava a aldeia indígena, que continha a imagem de Nossa Senhora dos Prazeres, posteriormente considerada padroeira da paróquia de Itapecerica. O povoado que, a partir de então, começou a receber novos habitantes vindos de lugarejos vizinhos, ficou conhecido pelo nome de Nossa Senhora dos Prazeres de Itapecerica.

Seu desenvolvimento econômico despontou com a expansão da lavoura local e o grande impulso da imigração alemã, custeada pelo governo brasileiro, de tal importância que, em 1827, o aldeamento indígena, por meio de um aviso imperial, foi transformado em colônia alemã. Dessa forma, em 20 de fevereiro de 1841, o povoado foi elevado a freguesia do então município de Santo Amaro (atualmente distrito), com o nome de Itapecerica (vocábulo de origem tupi que significa “pedra escorregadia”; ita, “pedra” e cerica, “lisa” ou “escorregadia”). Posteriormente, em 8 de maio de 1877, tornou-se vila, mas apenas em 30 de novembro de 1944 foi adotada a atual denominação Itapecerica da Serra. Cabe ressaltar que a construção do ramal Mairinque–Santos, da Estrada de Ferro Sorocabana, que cortava todo o município, foi também um fator marcante para o desenvolvimento dessa região. (Fragmento extraído do site da Fundação Seade.)

Censo 2000

População total
129.685
População em situação de pobreza
103.841
População em áreas urbanas
116.846
População em áreas rurais
12.839

 




Referências

 
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